Categorias: Seguros
| On
07/06/2017

Guia do Seguro Auto

Ter um seguro auto é bastante importante, mas a verdade é que este pode ser muito dispendioso e é necessário compreender as coberturas do seguro para conseguir o melhor seguro, de acordo com seu perfil de condução.

O Guia de Seguro Auto que aqui apresentamos tem como objetivo esclarecer todas as suas dúvidas sobre seguro auto, para que você consiga ter o melhor seguro auto do mercado. Este é apenas um dos muitos artigos sobre seguros que você pode encontrar no NValores.

Tipos de seguro auto e suas diferenças

Existem dois tipos de seguro auto, o obrigatório e o facultativo.

O seguro auto obrigatório, vulgarmente conhecido por DPVAT, assegura uma indemnização às vítimas de acidente rodoviário e não cobre qualquer tipo de danos materiais. Este seguro é pago juntamente com o IPVA e o licenciamento do veículo.

Já o seguro facultativo é, como o nome indica, contratado por livre iniciativa do proprietário do veículo e sua grande vantagem é que cobre danos materiais provocados em consequência de acidentes rodoviários que se considerem como sinistros.

Ter um bom seguro automóvel pode ser muito importante e pode fazer toda a diferença.

Sinistro – o que é

Sinistro é todo e qualquer dano no veículo que seja coberto pelo seguro contratado. As coberturas dos seguros variam de acordo com a seguradora e o plano de seguro selecionado e por isso é importante conhecer bem as condições do seguro automóvel que contratou.

Sempre que ocorre um sinistro é necessário contatar a seguradora, por forma a ativar o seguro e receber a respetiva indemnização.

Algumas seguradoras exigem que preencha o Boletim de Ocorrência e dependendo do tipo de sinistro também pode ser necessário apresentar alguma documentação específica. Sempre que ocorrer um sinistro é importante contatar a seguradora por forma a cumprir todos os requisitos e receber a indemnização devida sem grandes demoras.

Quais as coberturas dos seguros facultativos

Os seguros auto facultativos distinguem-se consoante o tipo de cobertura que incluem.

  • Seguro com cobertura básico
  • Seguro com cobertura compreensiva

A cobertura básica cobre situações como o furto ou roubo, incêndio, explosão e queda de raios.

Já a cobertura compreensiva é mais abrangente e além das coberturas básicas também abrange danos materiais devido a colisões, desmoronamentos, alagamentos, entre outras situações inesperadas.

Além destes tipos de coberturas é possível adicionar outras coberturas, de acordo com as necessidades individuais de cada condutor.

Existem algumas situações que normalmente não estão incluídas em nenhum tipo de cobertura de seguro auto, como é o caso de avaria devido a falha mecânica, desgaste do veículo e danos materiais provocados por circular em estradas impedidas, em areia ou até por participar em competições.

As multas ou fianças relativas a processos criminais também não são cobertas pelos seguros.

Porque pode variar tanto o preço dos seguros facultativos

Os seguros facultativos não têm de respeitar nenhuma tabela de preços previamente definida, variando de acordo com os fatores seguintes:

  • Nível de cobertura desejada
  • Tipo de franquia selecionada
  • Marca e modelo e ano do carro a segurar (devido ao valor do veículo)
  • Idade, sexo e estado civil do condutor (um condutor jovem tem mais probabilidade de estar envolvido em acidentes rodoviários, devido a sua falta de experiência e por isso representa um risco maior para a seguradora. Por essa razão, o valor do seguro aumenta)
  • Histórico de acidentes do condutor (se o condutor teve acidentes nos últimos anos também terá um seguro mais caro)
  • Cidade onde o condutor reside e tipo de uso do veículo (quem reside numa zona rural corre menos riscos de sinistros do que quem reside em cidades)
  • Extras de segurança instalados no veículo (sempre que o veículo tem um sistema de alarme instalado ou qualquer outro extra de segurança o valor do seguro diminui)
  • Entre outros

Como funcionam as franquias

A franquia é o valor que o proprietário do seguro automóvel tem de suportar para ativar o seguro.

Para explicar melhor este conceito vamos apresentar um exemplo:

  • Um veículo tem seguro que cobre colisões, com uma franquia de R$100.

Quando ocorre uma colisão o seguro pode ser ativado e o titular do seguro terá de suportar um custo de R$100 para que a seguradora se responsabilize pela reparação total do veículo.

Existem alguns seguros e coberturas que têm franquias mais elevadas do que outras, podendo se optar por um dos três tipos de franquias seguintes:

  • Franquia básica: o padrão definido de acordo com o modelo e ano do carro a segurar
  • Franquia ampliada: o seguro tem um valor mais acessível, mas sempre que houver um sinistro a franquia a suportar é maior
  • Franquia reduzida: as franquias aqui envolvidas são 50% mais baixas do que na franquia padrão, mas o valor a pagar pelo seguro aumenta.

É importante fazer uma avaliação do tipo de utilização que você dá ao veículo e dos riscos que corre, para encontrar a melhor solução de tipo de franquia para seu caso.

O fato de um determinado seguro ter uma franquia definida não significa que o titular do seguro tenha de pagar essa franquia, como é o caso de quando o valor de reparação do veículo é inferior à franquia.

Olhando para o exemplo dado anteriormente:

  • Veículo que sofreu uma colisão com uma franquia de R$100 e que o custo de reparação é de apenas R$80 não tem de pagar qualquer franquia, suportando apenas o custo de reparação.

Além disso, sempre que há uma perda total do veículo também não há lugar ao pagamento de qualquer franquia.

Como funciona a perda total e parcial do veículo

Sempre que ocorre um sinistro e o custo de reparação do veículo é mais de 75% do valor do veículo não há lugar a qualquer tipo de reparação, pois o veículo é destruído e o titular do seguro recebe uma indemnização equivalente ao valor de mercado do carro, sem ter de suportar qualquer tipo de custo com franquias. Isto é a perda total do veículo.

No caso do custo de reparação do veículo ser inferior aos 75% do valor do veículo há lugar à respetiva reparação e o segurado tem de pagar a franquia acordada (exceto nos casos em que o valor da reparação é inferior ao valor da franquia). Isto é a perda parcial do veículo.

Como cancelar ou transferir um seguro auto

Os seguros auto podem ser transferidos sempre que o titular do seguro adquire um veículo novo. Dependendo o valor de mercado do veículo inicialmente segurado e do novo, pode ser necessário fazer o pagamento da diferença de valor de apólices.

O cancelamento do seguro auto também pode ser feito a pedido do titular do seguro, havendo uma devolução do valor já pago e não usado. Ainda assim, é importante consultar o contrato de seguro auto antes de avançar com o pedido de cancelamento, pois pode haver algumas cláusulas que impossibilitem este processo.

Ricardo Rodrigues

CEO e Fundador da RRNValores Unipessoal, Lda, Ricardo Rodrigues gere uma equipa formada por consultores, criadores de conteúdos e programadores que desenvolvem e mantêm uma plataforma gratuita com informação e comparação de produtos bancários. Formado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) e apaixonado pela área Financeira, criou o nvalores.pt em Agosto de 2013 com a missão de garantir uma comparação independente de produtos bancários em Portugal. Exerceu funções de consultor financeiro independente na Empresa Maxfinance, nomeadamente assessoria na obtenção de crédito pessoal, crédito consolidado, crédito automóvel, cartões de crédito, crédito hipotecário, leasing, seguros e aplicações financeiras. Email: geral@nvalores.pt LinkedIn

Este site utiliza cookies.